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Mônica Buonfiglio: “Me decepciona ver uma mulher reclamando que não é feliz por não ter um namorado”

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Foto: Reprodução

 

A taróloga e astróloga Mônica Buonfiglio acaba de lançar o livro A Chinesa e os Sapatos de Seda. Na obra ambientada no século XI, a escritora discute atitudes que são comuns às mulheres até hoje como, por exemplo, o sofrimento imposto para se enquadrar nos padrões estéticos. No livro ela se refere à mutilação dos pés femininos que, à época,  deveriam ser bem pequenos para ter beleza. A esotérica também critica a postura infantilizada de integrantes do sexo feminino que vinculam a ideia de felicidade a ter um homem ao lado. Saiba mais sobre o livro e o que pensa a autora sobre as mulheres de hoje nessa entrevista.

 Do que trata seu novo livro?

 

O livro A Chinesa e os Sapatos de Seda foi lançado em outubro de 2012. Pesquisei informações sobre a China antiga do século XI, seus costumes, tradições, aspectos políticos e culturais para enriquecer o romance. Um deles se refere a mutilação dos pés femininos como forma de demonstração de beleza. Nesses tempos, os pés de uma mulher adulta tinham apenas 7,5 cm.

Fale um pouco sobre a personagem principal.

 

Myo é a heroína que vivencia conflitos pessoais que resultam na esperança para prosseguir em frente. Na verdade, ela personaliza a dúvida que todos nós vivemos em uma determinada época de nossas vidas, o grande momento onde devemos decidir sair do universo júnior e adentrar na vida sênior, adulta.

 A mutilação de pés femininos para fins estéticos é importante na história de Myo?

 

Sim, isso ocorreu desde o século 11 até muito recentemente na China, o que é um tremendo absurdo. Também reforcei esse episódio para que as pessoas tenham a noção de quanto as mulheres, ao longo dos séculos, fizeram loucuras em seu corpo para agradar seus parceiros.

 O livro é descrito como sendo abordagem espiritual do conto de fadas da Cinderela. Pode explicar melhor? 

Novamente enfatizo a necessidade de a mulher deixar de ser infantil para abraçar a vida real. Quando crianças, somos bombardeadas com a ideia de que o príncipe encantado salvará nossa vida de todos os problemas. Isso é muito bonito na infância.  Infelizmente, muitas mulheres prosseguem a vida com essa ideia de ser salva por alguém que não seja ela mesma. A abordagem espiritual se refere à necessidade de ela entender o quanto é forte.

 Acha que um livro que faz uma nova abordagem da história da Cinderela pode interessar o público feminino de hoje?

 

Sim e já está agradando. O livro mostra que, enquanto Myo dependeu do amor do seu primeiro homem, isso só resultou em problemas.  Depois que se libertou, encontrou a chave do seu graal pessoal.

 Acredita que há uma Cinderela dentro de cada mulher? Isso é bom nos dias de hoje?

 

Infelizmente,  sim.  Porém o livro trata desse renascimento pessoal: assumir suas responsabilidades, cair, levantar-se e tirar a poeira que a vida lhe jogou.

  Aliás, como você vê a figura da mulher hoje?

 

Cada vez melhor, você não acha?  Ela está mais independente, poderosa e segura de si. Infelizmente, quando vejo uma mulher reclamando que não é feliz por não ter um namorado, isso me decepciona profundamente! Somos seres que naturalmente nos relacionamos, está certo.  Mas fazer disso algo entre a vida e a morte, não é nem um pouco saudável.

Acha que as mulheres perderam o contato com a intuição?

 

Não, ao contrário. Somos muito intuitivas. Devemos usar essa tremenda força em todas as áreas da nossa vida! Alias, a intuição é algo inerente a mulheres e homens.

 Qual foi o último livro que lançou e porque demorou a escrever um novo?

 

Meu último livro foi lançado em 2006. Tive problemas com minha editora e agora retornei com toda força, em 2012. Nos próximos meses, estarei lançando os livros Maria, A Judia Alquimista e Maria Quitéria – A Heroína da Independência do Brasil.  Sou uma apaixonada pela força feminina. Em 2003 lancei o livro Imperatriz Leopoldina, a biografia de nossa primeira imperatriz.

 Já pensa em outros livros?

 

Risos. Sim, depois lançarei uma enciclopédia espiritualista, com 10 volumes e mais três obras sobre a divinação africana, cristais entre outros.

 Além de escrever, você continua a atuar como astróloga e a ler tarot?

 

A astrologia e o tarot são ferramentas excepcionais de conhecimento e sinto-me muito feliz com as consultas. Espero prosseguir por muitos anos!

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Written by cleofrancisco

novembro 19, 2012 às 1:56 pm

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