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Por que os homens traem? Parte I: o amor nos tempos do Australopithecus

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Para tentar responder essa pergunta aí de cima, título do meu trabalho na pós-graduação, fiquei longe do meu blog mais do que queria. Mas agora estou de volta e vou começar essa nova fase abordando algumas das muitas coisas que aprendi enquanto pesquisava o assunto.  Primeiro vou explicar o porquê da escolha desse tema: sempre foi um dos assuntos que mais mexia com homens e mulheres quando escrevia matérias para revistas e sites ou produzia reportagens  e programas na TV.  Todo mundo dava um pitaco, uma explicação.

E os homens, claro, sempre justificavam as escapadelas citando a testosterona e a natureza que os impeliria a ter o maior número de parceiras possível para o bem da espécie.  Certamente temos muito de primitivos ainda, mesmo que não reconheçamos isso. E também nós todos temos livre arbítrio para fazer nossas escolhas, o que me faz discutir essa explicação.  Aprendi muita coisa sobre a história da família, formação dos primeiros núcleos familiares e a importância do amor para chegarmos onde estamos hoje socialmente.

Sim, foi preciso amor, afeto e confiança para que nossos antepassados começassem a fazer sexo frente a frente. Quatro milhões de anos atrás, quando saímos das árvores e vimos que andar sobre dois pés seria um bom para deixar mãos livres e criar artefatos, também começou uma mudança na geografia pélvica feminina e a vagina migrou para frente.

E foi então que o pessoal se ligou que era possível  incrementar o rala e rola mudando a posição sexual. Do cachorrinho fomos para o papai e mamãe. Só que num ambiente hostil e perigoso, a turma desconfiava de tudo e de todos. Imagina um homem e uma mulher ficarem frente a frente, expondo partes vulneráveis do corpo ao outro, enquanto faziam sexo… Precisava confiança, cumplicidade, um clima diferente entre nossos antepassados peludos, que viviam pouco por causa dos predadores sempre à espreita.

De acordo com a psicóloga Ana Maria Fonseca Zampieri em Erotismo, Sexualidade, Casamento e Infidelidade (Editora Ágora), nós somos “quase os únicos animais superiores que utilizam regularmente o coito pela frente. A penetração por trás é praticamente universal entre outros mamíferos incluindo os primatas, bem como répteis e pássaros”.

Outras mudanças foram acontecendo: o povo foi percebendo que sexo era uma coisa tão divertida que não precisava ser feito só quando a mulher estava no cio e poderia engravidar e perpetuar a espécie. Os nossos pelos foram caindo, a pele ficou exposta, aumentou a área de contato físico, o prazer ficou mais intenso, as fêmeas começaram a ter orgasmos múltiplos…

A coisa foi ficando séria. “A intimidade e a aproximação entre homens e mulheres auxiliaram ativamente o processo de individualização. Tal fenômeno resultou na aproximação afetiva e vinculação do macho com seus descendentes, já que seu filho não é de responsabilidade exclusiva da fêmea. A autoridade protetora e possessiva do homem se modifica e se individualiza, isso o aproxima do filho e de sua parceira, originando-se a paternidade psico-afetiva”, escreveu Ana Lúcia Nogueira Braz em O Significado e a Importância do Amor (Casa do Novo Autor Editora).

Além do afeto ter ganhado espaço nas relações, a linguagem também se desenvolveu. Acho que os homens se arrependeram disso milhões de anos depois,  quando suas esposas inventaram a DR, discussão do relacionamento. Mas, naquela época parecia uma boa ideia. Assim, o amor e a comunicação deram impulso para a formação dos núcleos que seriam os embriões das sociedades de hoje.  Nos próximos posts vou abordar um pouco mais da história da família, do casamento, da monogamia e da infidelidade.

Enquanto isso, responda a nossa enquete.

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Written by cleofrancisco

maio 11, 2014 às 8:21 pm

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