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Ana Paula Padrão: “Tive durante anos muitos problemas de autoestima”

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A jornalista Ana Paula Padrão ao final do fórum: um dia de debates e discussões sobre a realidade da mulher brasileira

(Foto: Fredy Uehara) A jornalista Ana Paula Padrão ao final do fórum: um dia de debates e discussões sobre a realidade da mulher brasileira

Por Cléo Francisco

A jornalista comandou o IV Fórum Momento Mulher, que aconteceu na segunda-feira (12/05), no Hotel Unique São Paulo. Profissionais de destaque em suas áreas participaram dos vários painéis como Andrea Chamma (vice-chairman do Bank of America Merrill Lynch – BofAML), Bia Figueredo (corredora de Fórmula Indy), Sonia Regina Hess de Souza (presidente da Dudalina), Luiza Helena Trajano (presidente do Magazine Luiza) e Chieko Aoki (presidente da Blue Tree Hotels). Entre os temas discutidos estavam os hábitos de ouro dos líderes bem-sucedidos, saúde e bem-estar, a importância do networking e autoestima. Sim, ao lado de Bibianna Teodori (idealizadora e fundadora da Positive Transformation Coaching,) Patricia Tucci (proprietária da Patricia Tucci Imagem Pessoal) e  Sabrinah Giampá (jornalista), Ana Paula Padrão abordou um tema que acredita ser importante a ponto de estudá-lo há cerca de cinco anos. Alguém consegue imaginar que esse mulherão aí de cima,  bem-sucedida, famosa por conta de sua competência profissional, já teve problemas de autoestima? Pois é: nessa entrevista exclusiva ao blog, Ana Paula fala um pouco mais sobre o assunto e dá a entender que ajudar a brasileira a acreditar e ter uma imagem melhor de si mesma se tornou um projeto de vida.

Amor, Sexo e Muito +: Você concorda que as mulheres têm mais problemas com a autoestima quando comparadas aos homens?

Ana Paula Padrão: Definitivamente a autoestima feminina é mais baixa, mais frágil que a masculina, principalmente em países latinos. As meninas são criadas para encontrarem abrigo e segurança em algum lugar. São treinadas para serem servis e não para serem grandiosas, corajosas, desbravadoras. Já os meninos são criados para desenvolver esse tipo de talento em si. Elas já saem em desvantagem. Isso se a gente não levar em consideração situações extremas como estupros, crianças que assistem a mãe apanhando, abusos morais. Isso faz da mulher um personagem mais frágil, com problemas de autoestima mais acentuados,  que precisam ser trabalhados numa fase mais tardia como a adolescência ou mesmo a fase adulta.

ASMM: Esse é o quadro no Brasil também, não?

Ana Paula Padrão: Sim, isso acontece muito fortemente no Brasil. As mulheres, por exemplo, que estão hoje na classe média brasileira são mulheres que acabaram de ascender, saíram de situações de muita dificuldade: famílias desmembradas, pais alcoólatras, mães que apanhavam, pais semi-analfabetos. Isso forma uma autoestima muito frágil e o que a gente percebe hoje é que elas querem comandar famílias mais estruturadas, nas quais os filhos se eduquem melhor e consigam ascender socialmente, de uma maneira mais estável, porque elas mesmas percebem dificuldade de repertório para se incluir. Você aprende uma função, a costurar, ser telefonista, manicure e depois tem muita dificuldade de fazer a primeira entrevista de emprego, se sente inadequada porque a roupa esta errada, não consegue falar a mesma língua das pessoas daquele ambiente. Ascender é muito difícil para a mulher no Brasil porque ela tem um problema crônico de autoestima.

ASMM: Você passa a imagem de uma mulher forte, poderosa, com uma autoestima de aço. Temos a impressão que a Ana Paula Padrão nunca teve problemas de autoestima. Isso é verdade?

Ana Paula Padrão: Não, isso é totalmente incorreto. Tive durante anos muitos problemas de autoestima. Venho de uma familiar nuclear, de uma cidade vazia, tive muito poucas referências na infância. E acho que tive de formar minha autoestima depois de adulta. Minha vantagem é que sempre tive muito mais coragem que medo. Então, enfrentei todas as minhas inseguranças, minha timidez e meu problema com a minha imagem. Fui corrigindo essas inadequações até chegar à conclusão de que realmente eu precisava ser feliz, fazer minhas escolhas. E elas não dependiam da imagem que as pessoas tinham ou cobravam de mim. Dependia de eu fazer escolhas com relação ao que eu queria ser e foi aí que acho que de lagarta virei borboleta.

ASMM: Então você acredita que é possível que uma mulher que não teve uma criação que a valorizasse reverter esse quadro e fortalecer sua autoestima?

Ana Paula Padrão: É totalmente possível. Instituições muito sérias como o Banco Interamericano de Desenvolvimento e que sustentam projetos para estimular o talento em mulheres estão fazendo agora outros de desenvolvimento de autoestima. Eles concluíram que só vale a pena treinar uma mulher para uma função se se estimular nela valores que façam com que ela acredite em si. Ou seja, desenvolver a autoestima junto com o treinamento profissional para que ela possa depois aproveitar o que aprendeu, acreditando em sua força, no talento que tem para se posicionar com aquele aprendizado numa empresa, no lugar em que escolher para trabalhar.

ASMM: É impressão minha ou você está levantando uma bandeira para o fortalecimento da autoestima da mulher brasileira?

Ana Paula Padrão: Esse e IV Fórum Momento Mulher e desde o primeiro eu queria fazer um painel sobre autoestima, mas é um assunto muito difícil de ser comunicado para mulheres executivas, que acham que porque já alcançaram tudo têm uma autoestima resolvida. Não é assim em muitos casos e, principalmente no Brasil, me preocupo com outro público que para mim é muito caro, que é a mulher de classe média. Para essa mulher eu falo. Estou há mais de um ano desenvolvendo uma serie de aulas pela web para aumentar a autoestima dessa mulher. A gente tem uma parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento para isso e com a UNB, em Brasilia, através da Universidade Aberta Brasileira. Esse programa está a ponto de ir ao ar. Eu tenho estudado muitíssimo nos últimos cinco anos da minha vida a questão da autoestima e como ela é importante para o desenvolvimento de todos os outros talentos femininos. Acho que falta isso e principalmente para a classe média. Estou muito feliz porque hoje consegui realizar um painel de altíssimo nível falando cientificamente de autoestima, que acho uma coisa fundamental para a mulher brasileira.

 

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Written by cleofrancisco

maio 15, 2014 às 1:52 pm

Publicado em Uncategorized

2 Respostas

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  1. Como acompanho esse programa sobre a auto estima?

    Iasmin Castro Rodriguez

    outubro 28, 2014 at 1:04 pm

    • Olá! Esse foi um evento sobre mulheres, comandado por Ana Paula padrão, no qual de discutiu também a autoestima. Abs.

      cleofrancisco

      outubro 28, 2014 at 2:50 pm


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