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Archive for agosto 2015

Traição pela internet pode ser considerada infidelidade?

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Logo ashley madison

(Foto: Reprodução do site Ashleymadison.com) Propaganda do site: a vida é curta, curta um caso, diz o slogan

Em novembro de 2011 fiz uma matéria de cinco páginas sobre infidelidade masculina para a revista UMA e acabei abordando também os sites de traição, que haviam desembarcado naquele ano em terras brasileiras. Entrevistei o criador do site Ashleymadison.com, o canadense Noel  Biderman, por Skype, de seu escritório em Toronto. E ele, claro, defendeu seu negócio. “A infidelidade sempre foi associada à oportunidade e costumava ficar mais restrita ao ambiente de trabalho. No entanto, um caso perfeito para um homem não é apenas aquele em que se tem uma maravilhosa relação sexual, mas no qual também não há a possibilidade de ser pego, tem sigilo. No trabalho, é possível encontrar ótimo sexo, mas os outros podem saber disso”, disse Biderman sobre trair com o auxílio da internet.

Bem, como soubemos nos últimos dias, essa prática não é tão segura assim. De acordo com matéria do portal R7 que cita outro site, o Mashable, 33 milhões de usuários do Ashleymadison.com tiveram seus nomes, preferências sexuais, telefones e outros dados expostos após o ataque de hackers. Ontem (25/08)  o site brasileiro publicou que três pessoas teriam supostamente se suicidado por conta do vazamento de informações.

Verdade ou não, o fato é que muitas pessoas se utilizam da web para se conectar com outros parceiros com os quais farão sexo virtual, que pode ou não se tornar presencial. E no caso de a relação acontecer apenas via tela de computador, muitos nem mesmo verão nisso uma traição, já que não existe contato físico. Mas o tema infidelidade sempre causa polêmica talvez porque seja visto como a maior transgressão feita dentro de um casamento. E quando aliamos a traição à internet, aumentam as questões sobre o tema. Sexo virtual é sexo? Pode ser visto como infidelidade? Vale a pena utilizar a internet para ter prazer com outra pessoa e se sentir seguro de que ninguém saberá da história?

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Written by cleofrancisco

agosto 26, 2015 at 11:08 am

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Programa da XX Jornada de Sexualidade da UNISAL

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Sim, os católicos discutem sexualidade. Mais: debatem sobre as Juventudes e Sexualidade: por onde e para onde caminham os jovens. Esse será o tema da XX Jornada Salesiana de Sexualidade promovida pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal) no dia 24 de outubro. As inscrições são feitas apenas pelo site www.unisal.br/jornadasexualidade Para saber mais sobre o evento e a entidade entrevistei o padre Ronaldo Zacharias, doutor em Teologia Moral (Weston Jesuit School of Theology – Cambridge – USA), educador sexual, coordenador do Curso de Pós-Graduação em Educação Sexual e  também Reitor do UNISAL.

Amo, sexo e muito mais: O Centro Universitário Salesiano de São Paulo é uma instituição católica que tem uma pós-graduação em Educação Sexual cujas matérias abordam os mais diferentes aspectos do exercício da sexualidade humana. Pode contar um pouco sobre a implantação dessa pós e se houve alguma dificuldade por causa do tema que ela aborda?

Ronaldo Zacharias: O curso de pós nasceu da paixão que a Ana Canosa (psicóloga, terapeuta sexual e educadora sexual) e eu temos pela educação da juventude. Depois de anos estudando e lecionando o tema da sexualidade, acreditamos poder dar uma contribuição efetiva para a formação de educadores e profissionais que se empenham em ajudar as pessoas a serem mais felizes. Foi em 2004 que tomamos a decisão de criar um curso de pós-graduação que focasse, sobretudo, na dimensão ético-educativa da sexualidade. Convidamos a então coordenadora do Curso de Pedagogia da Unidade Santa Teresinha-São Paulo do UNISAL, professora Rita Maria Lino Tárcia e, juntos com ela, empregamos mais de um ano na elaboração do Projeto Político Pedagógico do curso. Em 2005, abrimos a primeira turma. Na época, o Projeto do curso foi submetido à análise crítica por parte de uma comissão de professores da Unidade de Lorena. Acolhidas as contribuições de tal comissão, o curso foi aprovado pelo CONSU.  Desde então, temos aberto uma turma a cada ano, com educadores e profissionais de vários Estados do Brasil e de várias cidades do Estado de São Paulo. Na época em que abrimos o nosso curso, havia outros na praça. O diferencial da nossa proposta era formar educadores sexuais, sobretudo do ponto de vista ético. Acredito ser esta especificidade que tem atraído educadores e profissionais de tantos lugares.

ASMM: O tema da XX Jornada Salesiana de Sexualidade será Juventudes e Sexualidade: Por onde caminham os jovens. Notei que juventudes está no plural. É proposital?

Ronaldo Zacharias: Desde o início, o curso de pós se propôs a contribuir com a formação de educadores e jovens de várias comunidades. Duas foram as iniciativas: o Projeto Amores e as Jornadas de Sexualidade. As Jornadas constituem um espaço privilegiado de estudo e aprofundamento de temas de fronteira e uma oportunidade concreta para que os alunos do curso de pós apresentem suas pesquisas à comunidade. Estamos na XX Jornada, que abordará o tema Juventudes e Sexualidade. O fato de juventudes estar no plural não é secundário. Não é mais possível pensar a existência de apenas uma juventude, pois não podemos reduzir um grupo social e suas construções sociais na história a uma unidade indivisível, uniforme e invariável. O que existe são juventudes, isto é, diversas expressões e significações da complexa rede que surge em nossas sociedades a partir de um grupo social e que se expressa de modo múltiplo e plural. As juventudes devem ser consideradas como grupos sociais diferenciados, com particularidades e especificidades em cada sociedade. Os rostos, os sonhos, as vozes, as dores, as esperanças das juventudes são diferenciadas em cada contexto e em cada época. Isso significa que a nossa reflexão e, sobretudo, a nossa proposta educativa não pode ser de “tamanho único”. Compreender por onde e para onde caminham os jovens significa reconhecer interesses e vias múltiplas, plurais. No campo da sexualidade isso implica reconhecer modos diferenciados de compreendê-la e vivê-la, a ponto de podermos falar também de sexualidades juvenis. Assim como as juventudes, também a sexualidade tem de ser pensada no plural. As Jornadas são eventos gratuitos, justamente para facilitar a participação de todos os que se interessam pelo tema. Nesses dez anos de caminhada, atingimos milhares de educadores e jovens. Basta isso para confirmar a atualidade e a importância da proposta.

Outra iniciativa própria do curso é o Projeto Amores. Trata-se de um estágio que os alunos da pós fazem com adolescentes e jovens de obras sociais, na grande maioria, vindos da periferia de São Paulo. O estágio é sempre realizado no terceiro semestre do curso, durante todo o semestre, em um sábado de manhã por mês. Os alunos, orientados e supervisionados pela Ana Canosa, realizam oficinas temáticas com os participantes, de modo a capacitá-los como multiplicadores de conhecimento. Nesses dez anos de existência do curso, atingimos quase mil adolescentes e jovens nos estágios realizados. Fato notável é que, nos últimos quatro anos, os pais desses adolescentes e jovens quiseram participar do estágio. Abrimos uma turma apenas para eles, mas essa também orientada pelos alunos da pós. Os resultados obtidos têm sido relevantes para os alunos e para a comunidade educativa à qual esses adolescentes e jovens pertencem.

ASMM: Notei que vão discutir Juventudes e Gênero. Por que a necessidade de se discutir gênero é tão importante para os jovens? O mesmo vale para o tema das redes sociais virtuais.

Ronaldo Zacharias: A mesa-redonda desta Jornada abordará dois temas de fundamental importância: gênero e redes sociais virtuais. Basta olhar para o momento pelo qual passa o Brasil para perceber o quanto gênero se tornou uma questão ideologicamente manipulada. Criaram um fantasma que acabou assombrando tantas pessoas, inclusive instituições religiosas, surpreendidas pela falta de preparo sobre o assunto e, consequentemente, facilmente manipuláveis. A questão de gênero tem múltiplas dimensões – biológica, psicológica, sociocultural, política, econômica, jurídica, religiosa, espiritual, ética e teológica – e, justamente pela complexidade da questão não pode ser abordada de forma irresponsável, acrítica e “terrorista”. Reconhecer a diversidade e assumi-la como referencial para a vivência e realização humana, comprometer-se com a justiça e a equidade nas relações, denunciar toda forma de violência e exclusão baseada na diferenciação sexual ou na orientação afetivo-sexual, promover o respeito à dignidade humana e aos direitos fundamentais do humano são questões intimamente relacionadas com gênero.

Outra questão que será debatida refere-se às redes sociais virtuais. O acesso irrestrito a tais redes transformou radicalmente não apenas a compreensão da sexualidade quanto ao modo de lidar com ela. As redes tornaram-se instrumentos de aproximação e de viabilização de relacionamentos. Por meio das redes, o outro que se apresenta como um perfil se diz e se comunica nos mínimos detalhes postados em cada foto, em cada preferência, em cada post compartilhado e curtido e vice-versa. Que as redes favoreceram os relacionamentos,  é fato inegável. Se tais relacionamentos são entre pessoas ou perfis, é algo a ser discutido. Outro aspecto a ser discutido: o perfil é facilmente modificável e manipulável conforme as expectativas alheias e até mesmo da própria plataforma utilizada. Até que ponto os jovens são sujeitos nesse processo e nesse espaço é algo a ser aprofundado. Enfim, as redes estão aí, à disposição de todos. E, com elas, emergiram questões que até ontem tinham outra conotação, como distância, anonimato, frustração, descartabilidade, partilha, relação. São essas questões que serão postas em debate.

ASMM: Transgêneros, homossexualidade e bissexualidade estão entre os temas muito abordados pela mídia recentemente. O senhor acha que a abertura social a essas discussões ajuda o jovem no exercício e descobrimento de sua sexualidade?

Ronaldo Zacharias: Não apenas ajuda como é essencial no processo de autoconhecimento, autoaceitação e, consequentemente, de autorrealização e humanização. Ninguém se realiza ou se humaniza sem saber quem é e sem fazer as pazes consigo mesmo. Vivemos numa era privilegiada, em que o acesso à informação está à disposição de todos. Não dá mais para se comportar como se houvesse assuntos-tabu. Novos paradigmas emergiram, e eles espelham várias possibilidades de realização do humano. Cabe aos educadores e aos jovens abrirem-se a esses novos paradigmas, a fim de que na tarefa de definição do próprio projeto de vida, integrem o que são e o que sentem.

 

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Written by cleofrancisco

agosto 25, 2015 at 10:41 am

Dizer que homem é “Divagar” é sexista, mas usar uma gostosa para vender cerveja, não

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(Foto: Gratisography / Ryan McGuire/ Freerangestock.com)

(Foto: Gratisography / Ryan McGuire/ Freerangestock.com) Sei que os politicamente corretos vão reclamar da imagem. Mas era o que tínhamos para o momento…

Tem notícias que me dão uma preguiça! A da coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo de ontem (13/08) é uma dessas. Segundo a nota, consumidores que viram a propaganda da Bombril com Monica Iozzi, Dani Calabresa e Ivete Sangalo reclamaram de discriminação de gênero. Só porque brincam com a ideia de que mulheres limpam melhor a casa do que os homens, que são “Divagar”. O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) deve investigar a propaganda.

O comercial está no final desse texto e achei bem sacado, humorado. Três mulheres famosas e inteligentes em uma propaganda de produtos de limpeza brincando que os homens não sabem cuidar de uma casa. Aí eu pergunto: colocar no comercial de cerveja uma gostosa de roupa curta e apertada, com uma fila de homens para tirar casquinha dela não incomoda ninguém, né? Decidi colocar abaixo a definição do Michaelis sobre o que é sexismo.

Written by cleofrancisco

agosto 14, 2015 at 9:21 am

Dizer que homem é “Divagar” é sexista, mas usar uma gostosa para vender cerveja, não

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(Foto: Gratisography / Ryan McGuire/ Freerangestock.com)

(Foto: Gratisography / Ryan McGuire/ Freerangestock.com) Sei que os politicamente corretos vão reclamar da imagem. Mas era o que tínhamos para o momento…

Tem notícias que me dão uma preguiça! A da coluna da jornalistaMônica Bergamo, da Folha de São Paulo de ontem (13/08) é uma dessas. Segundo a nota, consumidores que viram a propaganda da Bombril com Monica Iozzi, Dani Calabresa e Ivete Sangalo reclamaram de discriminação de gênero. Só porque brincam com a ideia de que mulheres limpam melhor a casa do que os homens, que são “Divagar”. O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) deve investigar a propaganda.

O comercial está no final desse texto e achei bem sacado, humorado. Três mulheres famosas e inteligentes em um comercial de produtos de limpeza brincando que os homens não sabem cuidar de uma casa. Aí eu pergunto: colocar no comercial de cerveja uma gostosa de roupa curta e apertada, com uma fila de homens para tirar casquinha dela não incomoda ninguém, né? Decidi colocar abaixo a definição do Michaelis sobre o que é sexismo.

Written by cleofrancisco

agosto 13, 2015 at 12:44 pm