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Dizer que homem é “Divagar” é sexista, mas usar uma gostosa para vender cerveja, não

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(Foto: Gratisography / Ryan McGuire/ Freerangestock.com)

(Foto: Gratisography / Ryan McGuire/ Freerangestock.com) Sei que os politicamente corretos vão reclamar da imagem. Mas era o que tínhamos para o momento…

Tem notícias que me dão uma preguiça! A da coluna da jornalistaMônica Bergamo, da Folha de São Paulo de ontem (13/08) é uma dessas. Segundo a nota, consumidores que viram a propaganda da Bombril com Monica Iozzi, Dani Calabresa e Ivete Sangalo reclamaram de discriminação de gênero. Só porque brincam com a ideia de que mulheres limpam melhor a casa do que os homens, que são “Divagar”. O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) deve investigar a propaganda.

O comercial está no final desse texto e achei bem sacado, humorado. Três mulheres famosas e inteligentes em um comercial de produtos de limpeza brincando que os homens não sabem cuidar de uma casa. Aí eu pergunto: colocar no comercial de cerveja uma gostosa de roupa curta e apertada, com uma fila de homens para tirar casquinha dela não incomoda ninguém, né? Decidi colocar abaixo a definição do Michaelis sobre o que é sexismo.

Written by cleofrancisco

agosto 13, 2015 at 12:44 pm

Como turbinar a autoestima feminina? Dicas na revista Nova Família que está nas bancas

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CAPA NOVA FAMÍLIA

Falar sobre autoestima feminina é uma das coisas que mais gosto. Principalmente porque percebo a cada dia como estamos em desvantagem com os homens nesse quesito. Eles se bancam muito mais. Nós, geralmente, somos tímidas e, por isso,  deixamos de conquistar muitas coisas. Tem muito para ser mudado e quero ajudar nessa transformação. E faço meu trabalho de formiguinha, escrevendo, alertando as mulheres sobre o potencial que elas não desenvolveram por se acreditarem menos capazes em muitas áreas.

Sim, estamos em 2015 mas a revolução social e sexual que permitiu mais liberdade às mulheres é muito recente. Essas décadas de relativa alforria conquistada por nós foram muito importantes. Mas os milênios em que precisávamos ser submissas, viver à sombra do pai ou do marido que tinha a última palavra dentro de casa tem muita força ainda sobre nós e a sociedade. Eles ecoam muito forte em nossas cabeças. E a gente tem de dialogar com essas mensagens do passado, avisá-las que os tempos são outros.

Por isso, na minha coluna de estreia na revista Nova Família retomei o assunto que discuti aqui algumas vezes e devo fazê-lo outras tantas.  A publicação acaba de chegar às bancas com matérias sobre tecnologia, planejamento financeiro, saúde, comportamento, legislação, entre outros que interessam a todos os membros da família, que acabou também se transformando nos últimos tempos. Ficou curioso sobre a publicação? Ela já está nas bancas e custa R$ 9,90.

 

 

Written by cleofrancisco

março 11, 2015 at 3:53 pm

50 Tons de Cinza: trilha sonora também deve fazer sucesso

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50 tons de cinza

A adaptação do primeiro livro da trilogia 50 Tons de Cinza  estreia amanhã, no Brasil. E algumas das músicas que compõem a trilha sonora que vai embalar o romance entre Anastasia Steele e Christian Grey também prometem ser sucesso nas rádios. Uma delas, que já está sendo bastante tocada é Love Me Like You Do, com Ellie Goulding. Mas Beyoncé também participa com Haunted e uma nova versão de Crazy In Love, mais lenta e sensual que a primeira. A trilha conta com 16 músicas que incluem sucessos de Annie Lennox  (I Put a Spell on You), Frank Sinatra (Wichcraft) e Rolling Stones (Beast of Burden).

 

 

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Written by cleofrancisco

fevereiro 11, 2015 at 9:37 am

Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina: sim, a data existe e é hoje

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(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

É muito triste viver em um mundo onde é necessário ter o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina. Sim, a data existe e é hoje, 6 de fevereiro, usada para trazer o assunto à tona nas comunidades onde a prática é comum para informar, iniciar campanhas de esclarecimento e dar início a ações concretas de combate  a esse costume.

De acordo com a ONU, embora mutilação genital feminina seja mais frequente em 29 países da África e Oriente Médio, também é praticada na Ásia, além de Europa e alguns países na América, trazidas por imigrantes.

Estima-se que hoje há cerca de 140 milhões de mulheres que passaram pela mutilação genital e que, até 2030, mais 15 milhões com idades entre 15 e 19 anos, sofrerão essa violência sem que se respeitem os cuidados básicos de higiene.  Infecções e hemorragias que podem levar à morte são comuns nas mulheres submetidas a essa violação básicas dos direitos humanos. Mas em suas comunidades, elas serão desrespeitadas se não passarem por essa violência. O vídeo abaixo traz mais informações sobre essa triste realidade.

 

Written by cleofrancisco

fevereiro 6, 2015 at 7:59 am

Toplessaço no Rio: desculpe nosso retrocesso, Leila Diniz

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Estava lá na manchete do portal: Mulher Melão faz topless contra o machismo.  Ué! Mas ela já não tirou inclusive a parte de baixo do biquíni para uma revista só para machos? Fiquei curiosa. Fui ler a notícia. Era sobre um grupo de mulheres que fez topless hoje (20/01), feriado de São Sebastião, no Rio. Será que a imagem do santo, sempre de torso nu, as inspirou para a escolha do dia? Lembrei-me que ontem os jornais já alardeavam o “evento”, os fotógrafos já estavam pautados para registrar as imagens, assim como os repórteres. Prato cheio para um feriadão de sol e praia.

Parei para prestar atenção nas matérias. Elas se multiplicaram rapidamente, na internet,  pelo Brasil e mundo afora com imagens das belas no ato que pleiteou o direito das mulheres ficarem sem a parte de cima do biquíni nas praias da Cidade Maravilhosa.  E na hora de peitar o machismo brasileiro, as moçoilas ouviram gritos animados dos marmanjos ansiosos:  “tira, tira”.

Observei as mulheres.  Eram todas bonitas, com curvas nos lugares certos e peitos empinados. Não vi nada flácido, nenhuma muxiba. Não vou me surpreender se alguma delas virar capa de revista masculina ou “personalidade da mídia” daqui uns dias. Entre as musas sem sutiã, modelos – inclusive uma cadeirante (talvez a única que tenha realmente ousado em estar ali) – bailarina e jornalista/atriz. Pelo que li nas matérias, a anciã do grupo, tem 35 anos. Em um vídeo no site do evento, a organizadora disse que elas lutavam por mais do que apenas a liberdade das mulheres fazerem topless mas também “pelo fim dos estereótipos de beleza e valorização do corpo da mulher”.  Mas qual mulher? A jovem e de corpo esbelto?  Não vi nenhuma gordinha ou senhora de meia idade sentada ali entre as belas.

E, claro, nas matérias algumas das entrevistadas citaram a coragem da atriz Leila Diniz, que em 1971, durante o período mais pesado do regime militar, mostrou orgulhosamente o barrigão de sete meses na praia, sem nem ao menos ser casada. Mas ela fez isso com a naturalidade que lhe era peculiar. Fez porque sentiu vontade,  como tudo em sua vida.  Leila sempre demonstrou  grande respeito por si e pelo que sentia e uma coragem imensa para assumir quem era e permitir que o mundo também soubesse disso.  Ela era ousada por ser fiel a si.  E sua bravura chamava atenção.

Os veículos de comunicação não ficaram sabendo com antecedência a data e local onde sua foto grávida seria tirada. Leila recebeu os profissionais da revista Cláudia para dar uma entrevista  sobre maternidade e optou por posar com a roupa que já vestia e estava à vontade.  Simples assim.  Sem nenhuma pretensão, esse registro se tornou histórico e símbolo de real liberdade para o corpo feminino em uma de suas fases mais ricas e belas.  Quarenta e quatro anos depois, Leila continua a ser vanguarda. Mas só porque nós, brasileiras, somos meio infantilizadas e insistimos em ser apenas as gostosas.  Não vejo nada de errado em querer objeto de desejo. Mas não podemos nos esquecer de ser também o sujeito da nossa própria história. Como fez Leila.

Written by cleofrancisco

janeiro 21, 2015 at 6:15 am

A sedução dos cabelos curtos

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De novo, Claudia Raia fica com cabelos curtos para viver uma personagem

(Foto: Wanderley Nunes) De novo, Claudia Raia fica com cabelos curtos para viver uma personagem

Peça para um homem pensar em uma imagem de mulher sedutora. Além das muitas curvas, provavelmente essa deusa vai ter também cabelos compridos.  As integrantes da ala feminina  em sua maioria (e talvez já por saberem da preferência deles), também gostam de manter madeixas mais longas. Principalmente quando jovens.

Lembro-me da época da faculdade e as meninas todas com cabelos que passavam dos ombros e, às vezes,  iam até próximo da cintura. Conforme os anos iam se passando e elas seguiam a carreira, o comprimento dos fios ia diminuindo. Não todas, mas a grande maioria. Tenho a impressão que na medida em que amadurecemos, vamos percebendo outros atributos que também podem ser muito atraentes.

Sei que muita gente vai falar que não tenho a isenção necessária para falar do assunto porque sempre usei meu cabelo curto. Fiz isso mais por praticidade que outra coisa, embora hoje saiba apreciar a beleza de um rosto feminino emoldurado por um corte diferente e moderno, como o da Claudia Raia. O cabeleireiro das estrelas,  Wanderley Nunes, foi o responsável pela mudança, com direito a participação na novela global.  E lembrei que a atriz já havia ficado com o cabelo curto assim uma única vez, quando interpretou a vilã Ângela Vidal, em Torre de Babel (1998). Fiquei pensando  que o cabelo curto também pode enviar uma mensagem: “Tenho personalidade!”  Isso também não seduz?

(Foto: Wikipédia) Há 17 anos, esse era o visual da Claudia Raia

(Foto: Wikipedia) Há 17 anos, esse era o visual da Claudia Raia

Written by cleofrancisco

janeiro 15, 2015 at 5:25 am

Traição masculina: um assunto que não sai da agenda

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Não tem jeito. Sempre que alguém me convida para escrever sobre um tema ou falar em um programa, dou várias sugestões. Mas advinha o que sempre chama a atenção? Traição. Em uma semana em que o assunto foi o flagra do Marcelo Adnet, marido da Dani Calabresa, beijando uma loira, então…

Minha experiência como repórter de TV e famosos por muitos anos me ensinou que o interesse pelas celebridades aumenta quando elas mostram que têm aquele lado “gente como a gente”. O que quer dizer que elas erram, sofrem, choram e passam pelos mesmos dissabores que os mortais comuns. E quando isso tem a ver com a sexualidade, dá pano para manga e assunto para muita chamada em sites e revistas.

E traição masculina foi novamente o assunto nessa entrevista no programa Conexão Mulher, na semana passada. Assista e dê sua opinião sobre o tema.

 

 

Written by cleofrancisco

novembro 18, 2014 at 11:28 am