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Traição pela internet pode ser considerada infidelidade?

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Logo ashley madison

(Foto: Reprodução do site Ashleymadison.com) Propaganda do site: a vida é curta, curta um caso, diz o slogan

Em novembro de 2011 fiz uma matéria de cinco páginas sobre infidelidade masculina para a revista UMA e acabei abordando também os sites de traição, que haviam desembarcado naquele ano em terras brasileiras. Entrevistei o criador do site Ashleymadison.com, o canadense Noel  Biderman, por Skype, de seu escritório em Toronto. E ele, claro, defendeu seu negócio. “A infidelidade sempre foi associada à oportunidade e costumava ficar mais restrita ao ambiente de trabalho. No entanto, um caso perfeito para um homem não é apenas aquele em que se tem uma maravilhosa relação sexual, mas no qual também não há a possibilidade de ser pego, tem sigilo. No trabalho, é possível encontrar ótimo sexo, mas os outros podem saber disso”, disse Biderman sobre trair com o auxílio da internet.

Bem, como soubemos nos últimos dias, essa prática não é tão segura assim. De acordo com matéria do portal R7 que cita outro site, o Mashable, 33 milhões de usuários do Ashleymadison.com tiveram seus nomes, preferências sexuais, telefones e outros dados expostos após o ataque de hackers. Ontem (25/08)  o site brasileiro publicou que três pessoas teriam supostamente se suicidado por conta do vazamento de informações.

Verdade ou não, o fato é que muitas pessoas se utilizam da web para se conectar com outros parceiros com os quais farão sexo virtual, que pode ou não se tornar presencial. E no caso de a relação acontecer apenas via tela de computador, muitos nem mesmo verão nisso uma traição, já que não existe contato físico. Mas o tema infidelidade sempre causa polêmica talvez porque seja visto como a maior transgressão feita dentro de um casamento. E quando aliamos a traição à internet, aumentam as questões sobre o tema. Sexo virtual é sexo? Pode ser visto como infidelidade? Vale a pena utilizar a internet para ter prazer com outra pessoa e se sentir seguro de que ninguém saberá da história?

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Written by cleofrancisco

agosto 26, 2015 at 11:08 am

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Programa da XX Jornada de Sexualidade da UNISAL

Programa da XX Jornada de Sexualidade da UNISAL

Sim, os católicos discutem sexualidade. Mais: debatem sobre as Juventudes e Sexualidade: por onde e para onde caminham os jovens. Esse será o tema da XX Jornada Salesiana de Sexualidade promovida pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal) no dia 24 de outubro. As inscrições são feitas apenas pelo site www.unisal.br/jornadasexualidade Para saber mais sobre o evento e a entidade entrevistei o padre Ronaldo Zacharias, doutor em Teologia Moral (Weston Jesuit School of Theology – Cambridge – USA), educador sexual, coordenador do Curso de Pós-Graduação em Educação Sexual e  também Reitor do UNISAL.

Amo, sexo e muito mais: O Centro Universitário Salesiano de São Paulo é uma instituição católica que tem uma pós-graduação em Educação Sexual cujas matérias abordam os mais diferentes aspectos do exercício da sexualidade humana. Pode contar um pouco sobre a implantação dessa pós e se houve alguma dificuldade por causa do tema que ela aborda?

Ronaldo Zacharias: O curso de pós nasceu da paixão que a Ana Canosa (psicóloga, terapeuta sexual e educadora sexual) e eu temos pela educação da juventude. Depois de anos estudando e lecionando o tema da sexualidade, acreditamos poder dar uma contribuição efetiva para a formação de educadores e profissionais que se empenham em ajudar as pessoas a serem mais felizes. Foi em 2004 que tomamos a decisão de criar um curso de pós-graduação que focasse, sobretudo, na dimensão ético-educativa da sexualidade. Convidamos a então coordenadora do Curso de Pedagogia da Unidade Santa Teresinha-São Paulo do UNISAL, professora Rita Maria Lino Tárcia e, juntos com ela, empregamos mais de um ano na elaboração do Projeto Político Pedagógico do curso. Em 2005, abrimos a primeira turma. Na época, o Projeto do curso foi submetido à análise crítica por parte de uma comissão de professores da Unidade de Lorena. Acolhidas as contribuições de tal comissão, o curso foi aprovado pelo CONSU.  Desde então, temos aberto uma turma a cada ano, com educadores e profissionais de vários Estados do Brasil e de várias cidades do Estado de São Paulo. Na época em que abrimos o nosso curso, havia outros na praça. O diferencial da nossa proposta era formar educadores sexuais, sobretudo do ponto de vista ético. Acredito ser esta especificidade que tem atraído educadores e profissionais de tantos lugares.

ASMM: O tema da XX Jornada Salesiana de Sexualidade será Juventudes e Sexualidade: Por onde caminham os jovens. Notei que juventudes está no plural. É proposital?

Ronaldo Zacharias: Desde o início, o curso de pós se propôs a contribuir com a formação de educadores e jovens de várias comunidades. Duas foram as iniciativas: o Projeto Amores e as Jornadas de Sexualidade. As Jornadas constituem um espaço privilegiado de estudo e aprofundamento de temas de fronteira e uma oportunidade concreta para que os alunos do curso de pós apresentem suas pesquisas à comunidade. Estamos na XX Jornada, que abordará o tema Juventudes e Sexualidade. O fato de juventudes estar no plural não é secundário. Não é mais possível pensar a existência de apenas uma juventude, pois não podemos reduzir um grupo social e suas construções sociais na história a uma unidade indivisível, uniforme e invariável. O que existe são juventudes, isto é, diversas expressões e significações da complexa rede que surge em nossas sociedades a partir de um grupo social e que se expressa de modo múltiplo e plural. As juventudes devem ser consideradas como grupos sociais diferenciados, com particularidades e especificidades em cada sociedade. Os rostos, os sonhos, as vozes, as dores, as esperanças das juventudes são diferenciadas em cada contexto e em cada época. Isso significa que a nossa reflexão e, sobretudo, a nossa proposta educativa não pode ser de “tamanho único”. Compreender por onde e para onde caminham os jovens significa reconhecer interesses e vias múltiplas, plurais. No campo da sexualidade isso implica reconhecer modos diferenciados de compreendê-la e vivê-la, a ponto de podermos falar também de sexualidades juvenis. Assim como as juventudes, também a sexualidade tem de ser pensada no plural. As Jornadas são eventos gratuitos, justamente para facilitar a participação de todos os que se interessam pelo tema. Nesses dez anos de caminhada, atingimos milhares de educadores e jovens. Basta isso para confirmar a atualidade e a importância da proposta.

Outra iniciativa própria do curso é o Projeto Amores. Trata-se de um estágio que os alunos da pós fazem com adolescentes e jovens de obras sociais, na grande maioria, vindos da periferia de São Paulo. O estágio é sempre realizado no terceiro semestre do curso, durante todo o semestre, em um sábado de manhã por mês. Os alunos, orientados e supervisionados pela Ana Canosa, realizam oficinas temáticas com os participantes, de modo a capacitá-los como multiplicadores de conhecimento. Nesses dez anos de existência do curso, atingimos quase mil adolescentes e jovens nos estágios realizados. Fato notável é que, nos últimos quatro anos, os pais desses adolescentes e jovens quiseram participar do estágio. Abrimos uma turma apenas para eles, mas essa também orientada pelos alunos da pós. Os resultados obtidos têm sido relevantes para os alunos e para a comunidade educativa à qual esses adolescentes e jovens pertencem.

ASMM: Notei que vão discutir Juventudes e Gênero. Por que a necessidade de se discutir gênero é tão importante para os jovens? O mesmo vale para o tema das redes sociais virtuais.

Ronaldo Zacharias: A mesa-redonda desta Jornada abordará dois temas de fundamental importância: gênero e redes sociais virtuais. Basta olhar para o momento pelo qual passa o Brasil para perceber o quanto gênero se tornou uma questão ideologicamente manipulada. Criaram um fantasma que acabou assombrando tantas pessoas, inclusive instituições religiosas, surpreendidas pela falta de preparo sobre o assunto e, consequentemente, facilmente manipuláveis. A questão de gênero tem múltiplas dimensões – biológica, psicológica, sociocultural, política, econômica, jurídica, religiosa, espiritual, ética e teológica – e, justamente pela complexidade da questão não pode ser abordada de forma irresponsável, acrítica e “terrorista”. Reconhecer a diversidade e assumi-la como referencial para a vivência e realização humana, comprometer-se com a justiça e a equidade nas relações, denunciar toda forma de violência e exclusão baseada na diferenciação sexual ou na orientação afetivo-sexual, promover o respeito à dignidade humana e aos direitos fundamentais do humano são questões intimamente relacionadas com gênero.

Outra questão que será debatida refere-se às redes sociais virtuais. O acesso irrestrito a tais redes transformou radicalmente não apenas a compreensão da sexualidade quanto ao modo de lidar com ela. As redes tornaram-se instrumentos de aproximação e de viabilização de relacionamentos. Por meio das redes, o outro que se apresenta como um perfil se diz e se comunica nos mínimos detalhes postados em cada foto, em cada preferência, em cada post compartilhado e curtido e vice-versa. Que as redes favoreceram os relacionamentos,  é fato inegável. Se tais relacionamentos são entre pessoas ou perfis, é algo a ser discutido. Outro aspecto a ser discutido: o perfil é facilmente modificável e manipulável conforme as expectativas alheias e até mesmo da própria plataforma utilizada. Até que ponto os jovens são sujeitos nesse processo e nesse espaço é algo a ser aprofundado. Enfim, as redes estão aí, à disposição de todos. E, com elas, emergiram questões que até ontem tinham outra conotação, como distância, anonimato, frustração, descartabilidade, partilha, relação. São essas questões que serão postas em debate.

ASMM: Transgêneros, homossexualidade e bissexualidade estão entre os temas muito abordados pela mídia recentemente. O senhor acha que a abertura social a essas discussões ajuda o jovem no exercício e descobrimento de sua sexualidade?

Ronaldo Zacharias: Não apenas ajuda como é essencial no processo de autoconhecimento, autoaceitação e, consequentemente, de autorrealização e humanização. Ninguém se realiza ou se humaniza sem saber quem é e sem fazer as pazes consigo mesmo. Vivemos numa era privilegiada, em que o acesso à informação está à disposição de todos. Não dá mais para se comportar como se houvesse assuntos-tabu. Novos paradigmas emergiram, e eles espelham várias possibilidades de realização do humano. Cabe aos educadores e aos jovens abrirem-se a esses novos paradigmas, a fim de que na tarefa de definição do próprio projeto de vida, integrem o que são e o que sentem.

 

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Written by cleofrancisco

agosto 25, 2015 at 10:41 am

Se o casamento virou o túmulo da vida sexual das minhas amigas, por que elas se sentem no direito de me cobrar um marido?

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(Foto: Chance Agrella/Freerangestock.com

(Foto: Chance Agrella/Freerangestock.com

 

A pergunta aí de cima veio de uma pessoa muito querida, mulher bonita, independente, na casa dos 30, quase 40. Ah, e solteira, coisa muito importante nessa história. Ouvi essa questão da boca dela depois de um desabafo: havia ido a uma reunião com um grupo de amigas da época da faculdade, todas casadas, algumas com filhos e só ela sem um homem para chamar de seu. Essa situação, aliás, já havia se repetindo algumas  outas vezes e minha amiga confessou o descontentamento com esses encontros por não ter mais nenhuma identificação com as antigas companheiras. Mas, nesse dia específico, foi complicado. Num determinado momento, uma das pessoas presentes pergunta para ela, em alto e bom som para todo mundo ouvir: “Afinal de contas, o que é que acontece que você nunca aparece com um namorado? Qual é o seu problema?” Minha amiga diz que na hora sentiu o sangue sumir da face. Como é que alguém, que ela considerava, se sentia no direito de expô-la daquela maneira? Mas já havia acontecido pior: familiares dizendo que ela precisava encontrar alguém para fazer sexo, que era o que faltava na vida dela!

Minha amiga de fato está solteira e sem namorado há um tempo. A moça é dona do próprio negócio. Empreendedora, sempre se dedicou às duas faculdades, cursos de inglês, pós-graduação e uma profissão que exigia muito dela no dia a dia. Namorados? Sim, quando acha os moços interessantes, mexem com seu coração por algum misterioso motivo. Exigente, até hoje não gosta de perder tempo com nada e ninguém que não lhe acrescente de verdade. Tem gente que vai dizer que ela é chata, que se acha. Enquanto a maioria das amigas pôs uma aliança na mão esquerda e foi constituir família como queriam seus pais e a sociedade, ela preferiu esperar. O quê? Alguém que ela considere realmente digno, que ajude a tornar sua existência mais rica, agregue, some. Um cara decente, inteligente, com valores parecidos, por quem tenha tesão. Não, ela não quer alguém para dividir a vida. Ela quer torná-la maior, isso sim!

Voltando ao grupo de amigas, bem, a amizade entre elas continuou após a formatura. Viam-se cada vez menos, é verdade. Mas o telefone ajudava a colocar as novidades em dia. E nos bate-papos, ela falava das conquistas no trabalho novo, das viagens pelo Brasil e exterior, dos cursos que fazia. De vez em quando, conhecia um homem interessante, engatava namoro, mas depois de alguns meses, terminava. Não deu certo? “Ah, claro que deu! E durou o tempo que tinha que durar. A vida é sábia, melhor não brigar com ela e seguir adiante”. E ela seguia, e se aventurava. Muitas vezes se frustrava – ou ao moço – quando percebia que não era a relação que queria. Ex-namorados e ficantes reapareciam e rolavam replays dos melhores momentos. Com o passar do tempo, havia menos homens solteiros disponíveis. Boa parte deles era divorciada ou casada. Tentava evitar os do segundo grupo, coisa difícil e nem sempre conseguia. Principalmente naqueles momentos em que o sentimento de solidão aparecia e o mundo parecia a arca de Noé, na qual todos tinham seus pares. Mas logo ela voltava à razão: “Não dá jogar sobre as costas de um homem a responsabilidade pela minha felicidade”. E continuava sua trajetória, seguindo o coração, desfrutando a liberdade sem pedir permissão a ninguém e cumprindo os compromissos com a vida que havia escolhido.

Do lado das amigas, os comentários variavam, mas eram parecidos: compraram casa maior e, depois, carro novo para a família que aumentou com um, dois, três filhos. A maternidade deu às amigas um novo impulso de vida, motivo de muitas alegrias e surpresas. Boa parte do tempo delas foi preenchida por assuntos que tinham a ver com os filhotes: vacinas, primeiro dentinho, doenças, babás que faltavam sem avisar ou a escolinha que ficava fechada bem no dia daquela reunião importante no trabalho.  Sentiam-se como equilibristas de pratos, sempre tentando fazer felizes maridos, crianças e patrões, sem deixar nada se espatifar no chão e mantendo a harmonia. E, ao mesmo tempo, ainda se desesperavam com os quilos a mais constatados na balança do banheiro, a falta de tempo para pintar a raiz do cabelo. Sem falar que a depilação estava sem fazer há mais de seis meses. Mas, também, para quê? Quem é consegue fazer sexo com tanta pressão no dia a dia e tendo de tomar cuidado para não acordar as crianças? Sem falar do estresse, nas crises que rolavam porque não conseguiam pagar tantas contas, ou os maridos perdiam o emprego, ou se sentiam menos homens porque a esposa era promovida e ganhava mais…

Mas cada escolha envolve uma renúncia, certo? Minha amiga não constituiu uma família com filhos e marido. Não tem esse tipo de compromisso. Conta com liberdade e independência para se relacionar com os homens que quiser se assim o desejar.  Sim, ela passa por momentos em que se sente solitária.  Mas é uma solidão real, honesta, de quem sabe que depende somente de si para fazer as coisas acontecerem. E não aquela vivida por duas pessoas que deveriam ser parceiros na vida e chegam a passar dias, semanas, meses sem se falar direito nem olhar nos olhos, mesmo vivendo sob o mesmo teto.  Gente que pode ter se casado mais para satisfazer a sociedade (afinal, todas as mulheres da família já casaram, só tem eu de solteira!) do que por ter encontrado alguém para somar na vida. Casais que, na cama, ficam de costas um para o outro, mais parecendo inimigos que cônjuges. Mas que também não cogitam se separar: além o matrimônio agora também tem o patrimônio e vivem como reféns um do outro.

Mais intrigante do que o fato de algumas pessoas se curvarem a regras para serem aceitas socialmente é a amiga que expõe outra que, ao final, me parece ter uma vida muito mais honesta e prazerosa entre quatro paredes. Está longe de ser perfeita. Mas sei que se o apartamento dela falasse, contaria sobre algumas aventuras vividas entre lençóis e que ninguém daquele grupo faz ideia porque a discrição muitas vezes se impõe.  E é difícil entender a reserva de alguns em um mundo onde muitos querem ser nas redes sociais o que jamais serão na vida real.

Written by cleofrancisco

outubro 6, 2014 at 8:12 pm

Energia sexual bem utilizada ajuda na evolução espiritual, afirma escritor

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(Foto: Arquivo pessoal) Segundo escritor, o exercício da sexualidade pode auxiliar no crescimento espiritual das pessoas

(Foto: Arquivo pessoal) Segundo escritor, o exercício da sexualidade pode auxiliar no crescimento espiritual das pessoas

O psicólogo Rodrigo Flatili é um médium que pesquisa a espiritualidade há mais de 15 anos. Atualmente,  trabalha como terapeuta metafísico e bioenergético e acredita que seja impossível ver o ser humano apenas como produto do meio em que vive. “Nossas experiências anteriores a essa vida não podem ser desprezadas. Elas são as causas de muitos de nossos problemas atuais. Chamo isso de “past life mode”. Estamos operando nesse “modo de vida passada” 90% de nosso tempo. Parece exagero, mas não é. Reagimos a esses estímulos inconscientes o tempo todo e raramente encontramos uma causa”, comenta Rodrigo que também ministra workshops espiritualistas. Ele acaba de lançar o livro O Poder Espiritual da Energia Sexual (Editora Matrix) que aborda a importância da sexualidade para evolução do espírito. “As religiões ainda pregam que sexo é pecado e que somos fruto dele. Veja bem, esse tipo de explicação não pode permanecer no inconsciente das pessoas e continuar controlando o comportamento delas. Isso ainda é um tabu muito grande. Sentir-se à vontade com a própria sexualidade deveria ser a meta de todo ser humano encarnado e até dos desencarnados, porque lá as coisas não são muito diferentes daqui. Esse livro foi escrito a pedido da espiritualidade justamente para libertar as pessoas desses padrões de bloqueio, vergonha e insatisfação pessoal. Mudança de era, mudança de consciência”. Leia abaixo outras opiniões de Rodrigo sobre esses temas.

Amorsexoemuitomais – A sexualidade pode ajudar na evolução espiritual? De que forma?

obra aborda a sexualidade sob o ponto de vista da espiritualidade

A obra aborda a sexualidade sob o ponto de vista espiritual

Rodrigo Flatili – Uma pessoa que não tem uma boa relação com a própria sexualidade não evolui. Irá reencarnar quantas vezes forem necessárias até que aprenda. Também poderá aprender em espírito, mas aqui as condições são melhores e as oportunidades muito mais vastas. Lidar seja com o excesso, seja com a falta, ou simplesmente com a energia sexual como ela se apresenta é de grande mestria. A sexualidade, em geral, causa muitos problemas para as pessoas. Não dá para separar sexo e espírito, porque somos seres espirituais e sexuais. A própria energia sexual (sabendo utilizá-la) tem um efeito poderoso no corpo espiritual, que auxilia muito nos desbloqueios dos chacras e no aumento de nossa vibração pessoal, consequentemente, impulsionam o nosso nível de consciência e evolução.

ASMM – Como trabalhar a energia sexual de forma positiva?

Rodrigo – Dispondo-se. Não tem uma fórmula mágica porque cada indivíduo tem bloqueios e dificuldades muito específicos. De maneira geral, olhar para isso conscientemente e passar a se sentir à vontade com o próprio desejo, com o próprio corpo e depois com o ato. Havendo um parceiro, confiança e entrega são fundamentais. O tesão pode ser trabalhado a partir da fantasia, mas esse já é outro estágio.

ASMM –  Que práticas são negativas quando falamos de exercitar a sexualidade?

Rodrigo – Qualquer ato que vá contra a vontade de outra pessoa, alguns tipos de perversões sexuais, porém não citarei nenhuma em específico, porque a luz é para todos e não quero julgar. Cabe a cada um sentir no próprio coração se está no caminho certo. Posso dizer que tudo o que afeta a mente da pessoa, como fixações, não é positivo. A partir do momento em que a pessoa não domina a energia sexual, existe uma perversão e, consequentemente, é negativo.

ASMM – Como as pessoas sem parceiros podem trabalhar essa energia?

Rodrigo – Explorando o próprio corpo. A masturbação é essencial no processo do autoconhecimento sexual.

ASMM –  A masturbação é uma forma legítima de exercitar a sexualidade e também evoluir espiritualmente?

Rodrigo – Sim. A masturbação, em termos energéticos, tem a mesma importância de uma relação sexual, e deve ser exercitada mesmo por quem tem um parceiro. Muitas mulheres me confidenciam que sentem mais prazer sozinhas e com seus vibradores ou outros brinquedos de adultos, do que com seus parceiros, e se sentem felizes assim, já que com seus parceiros não conseguem ter orgasmo. Explorar o próprio corpo é conhecê-lo e tornar-se íntimo dele. A meditação tanto quanto a masturbação tem o poder de trazer você para o agora. Nenhuma é melhor ou mais sagrada que a outra. Coloque amor no seu ato e ele se torna sagrado. Quando você se masturba você está trabalhando energia e isso reverbera no seu corpo espiritual tanto quanto no seu físico.

ASMM – Você não vê nenhum problema no sexo sem compromisso. Mas não é uma troca de energia? Fazer sexo casual com alguém que não se conhece não é um perigo?

Rodrigo – A banalização do sexo é ruim, mas isso não depende do tempo que você conhece alguém e sim de sua forma de agir, principalmente consigo mesmo. Pode ser ótimo ou pode ser um estrago, mas isso é um risco que a pessoa escolhe ou não correr. Pela Lei da Atração, você só atrairá o que já tem em seu campo energético, não existe erro. Os opostos nunca se atraem. Veja o exemplo da carência: uma pessoa muito carente irá atrair um abusador em virtude do padrão de falta que está sendo evidenciado no campo energético desta. O abusador também é carente, mas ele não usa isso para se vitimizar. Muitos relacionamentos amorosos podem vir a se desenvolver a partir do sexo e, hoje em dia, é mais comum que isso aconteça do que o oposto. Porém, não é mais certo ou mais errado, e sim apenas mais uma opção.

ASMM –  Ménage à trois e troca de casais são práticas que têm ganho muitos adeptos nos últimos tempos. Como você vê isso? É possível se tornar mais espiritualizado com essas práticas?

Rodrigo – Olhando pelo lado positivo, vejo isso como um ato de desapego. Mas alguém que só consegue ter prazer dessa forma deve se analisar. Creio que essas práticas servem mais para apimentar a relação do casal do que ao espírito, e não há nada de errado com isso, contanto que todos os envolvidos se sintam bem. Nem tudo precisa servir ao espírito o tempo todo. Estamos no mundo material e trazemos conosco fantasias reprimidas de muitas vidas e que em algum momento escolhemos realizá-las. Porém, acredito que possa haver amor entre grupos de pessoas e que essas práticas podem servir ao espírito. Intenção é tudo, querendo usar isso para crescer, é possível.

ASMM – Ato de desapego? Explique melhor.

Rodrigo – Ato de desapego porque dividir sexualmente o próprio parceiro com outra pessoa e ainda se sentir bem com isso é, realmente, um ato que exige muito equilíbrio interno.

ASMM – Mas incluir outras pessoas na relação sexual apenas para apimentar a relação não é colocar o amor em segundo plano e deixar de ver o sexo como forma de elevação espiritual?

Rodrigo – Sabemos que em 99% das vezes, quando as pessoas buscam praticas sexuais que envolvem outras pessoas elas não visam o crescimento espiritual. Elas buscam fugir da monotonia na qual a relação pode ter caído. Creio que para muitos casais se manterem juntos isso vem a ser necessário em virtude da necessidade de dar vida as próprias fantasias. Dentro desse ponto de vista, pode ser visto como um ato de amor. Onde entra o amor entra o espirito, mas aqui é apenas uma consequência secundária e não a motivação em si. Não é o melhor caminho para o entendimento entre os casais e nem para a elevação espiritual. Vejo isso também como uma fase apenas. Em um momento ou outro se fará necessário reavaliar a relação.

ASMM –   E quanto às pessoas que têm compulsão sexual e outros transtornos sexuais? O que leva essas pessoas a passarem por esses problemas e como podem ser resolvidos?

Rodrigo – Isso vem da repressão sexual de muitas vidas e que em algum momento eclode para que essas pessoas possam se libertar disso. Muitos foram monges e freiras, e passaram muitas vidas em mosteiros, reprimindo a própria sexualidade. Agora são obrigados a lidar com toda a energia reprimida de uma só vez. A energia, seja ela qual for, tem que fluir de maneira sábia. A sublimação de uma parte da energia seria de grande auxílio aos compulsivos sexuais, seja em um trabalho artístico ou mesmo em auxílio ao próximo, como em um trabalho de cura, o excesso de energia tem que ser conscientemente canalizado para algo construtivo. Isso ajuda significativamente em muitos transtornos de excesso e desequilíbrio.

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Written by cleofrancisco

janeiro 28, 2013 at 10:53 am

Um papo sobre a vida íntima dos famosos, a ditadura do orgasmo para mulheres e a importância do pênis para os homens

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Rose Vilela comanda o Prazer em Conhecer, que vai ao ar segunda-feira, às 21h, pela Clictv,

Há muitos meses não escrevo nesse espaço que foi muito decisivo para eu fazer algumas escolhas na minha vida profissional recentemente. Quero recomeçar e faço isso postando uma entrevista sobre minha carreira dada para Rose Vilela, que comanda o Prazer em Conhecer na Clictv. Nós falamos sobre vários assuntos: desde a curiosidade que a vida íntima dos famosos desperta nas pessoas comuns até a ditadura do orgasmo que se estabeleceu para a mulher a mulher moderna. Foi um papo bem gostoso. É só clicar nos links abaixo para assistir.

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Neusa Pandolfo sempre é surpreendida em sua profissão (Foto: Micheli Karoly)

Loira, olhos claros, simpática, desinibida. Esses são alguns adjetivos que descrevem a gaúcha Neusa Pandolfo,  50 anos,  ex-publicitária, casada,  que se tornou personal sex trainer. Há quatro anos nessa profissão, ela confessa que já passou por situações inusitadas. Como, por exemplo, quando foi contratada para dar uma palestra num chá de lingerie para uma noiva que reuniu 50 amigas curiosas. Além de várias dicas de sexo, o grupo também teria a oportunidade de conhecer alguns dos produtos eróticos que Neusa costuma levar consigo nessas ocasiões.

Depois de dar dicas às meninas, ela foi se encontrar com os namorados e maridos delas que se reuniam em outro local no qual ela daria  nova  palestra. Mas eles apenas foram avisados que uma mulher iria aparecer para ensinar algumas coisas para eles. “Quando cheguei no lugar percebi que haviam apagado as luzes, estava silêncio. Perguntei o que estava acontecendo e me disseram meio sem jeito:’Estamos esperando uma moça’. Eles achavam que a tal mulher seria uma prostituta. Saquei na hora que eles não estavam entendendo nada e disse: ‘Pois sou eu mesmo!. Estou aqui para ensinar o que vocês não sabem’. Ficaram chocados, mas ensinei tudo o que aqueles 50  homens não sabiam sobre mulheres e sexo”, comenta Neusa.

É um trabalho que exige bom humor e jogo de cintura. “Sempre acontecem situações engraçadas”, conta Neusa. Em outra ocasião, ela foi chamada para outro chá de lingerie realizado em uma suíte de motel reservada para vários casais ao mesmo tempo. “Havia várias camas, foram contratados stripers e mais da metade das mulheres eram senhorinhas pois a noiva tinha 62 anos. Ela convidou amigas que nunca tinham ido a um motel. Uma senhora de uns 90 anos se jogou numa das cama e gritou: ‘Eu não morri sem vir aqui’. Foi fantástico”, relembra Neusa dizendo que engraçado mesmo era ver a reação delas quando chegavam no local e o porteiro as informava que elas deveriam se dirigir à suíte máster do suingue. “Elas diziam: ‘Não, não, eu vou para uma festa’”.

Feliz com seu trabalho, Neusa não para de estudar para se aprimorar na profissão que exerce desde 2008, logo depois de ter visitado uma edição da Erótika Fair, em São Paulo. “Achava bárbaro o assunto. Mas a partir dali, comecei a fazer um monte de cursos para aprender mais sobre temas como sensualidade, anatomia, os produtos que vendo, entre outras coisas. Vi que o mercado era deficitário de gente que falasse de sexo de forma natural, com linguagem popular, mas não vulgar. Ou usam só termos médicos e técnicos ou colocam tudo no diminutivo. Falta espontaneidade”.

Neusa aprendeu muita coisa, mas o conhecimento sobre a alma feminina parece tê-la marcado mais. “O que esse trabalho me ensinou é fantástico. Mas, principalmente, que tu é mulher desde sempre e que mulher não apaga, só adormece sexualmente”, analisa ela que lembra outra situação interessante. “Já vendi um vibrador para uma senhora de 73 anos que nunca tido orgasmo, mesmo sendo casada por 50 anos”.  As surpresas não param de aparecer em sua profissão.

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Foto: Chance Agrella/ Freerangestock.com

Pesquisa feita pelo site The Ohhtel, direcionado para pessoas que querem ter um caso extraconjugal, descobriu que a maioria das cadastradas escolheu o dia 22 de dezembro para se encontrar com seus amantes. O dia 25 é reservado para celebração com maridos.

O levantamento foi feito com 7.364 mulheres. O total de 81% delas já tinha uma data definida para celebrar a data com o amante e 87% delas havia escolhido o dia 22. Mais: 15% planeja o encontro durante o horário de almoço enquanto 64% já se decidiram pela desculpa de ter uma reunião fora do trabalho para conseguir trair nesse dia. E 21% pretendem tirar o dia todo de folga para ficar com seus amados.

Ainda segundo a pesquisa, 92% delas vão dar presentes para o amante este ano e a opção número um é usar lingerie sexy para recebê-los no dia 22. Ao serem questionadas sobre que tipo de presentes os amantes costumam oferecer nesta época do ano, elas revelam que eles costumam dar joias, um dia no SPA ou a tradicional lingerie.

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Written by cleofrancisco

dezembro 13, 2011 at 5:47 pm