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Traição pela internet pode ser considerada infidelidade?

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Logo ashley madison

(Foto: Reprodução do site Ashleymadison.com) Propaganda do site: a vida é curta, curta um caso, diz o slogan

Em novembro de 2011 fiz uma matéria de cinco páginas sobre infidelidade masculina para a revista UMA e acabei abordando também os sites de traição, que haviam desembarcado naquele ano em terras brasileiras. Entrevistei o criador do site Ashleymadison.com, o canadense Noel  Biderman, por Skype, de seu escritório em Toronto. E ele, claro, defendeu seu negócio. “A infidelidade sempre foi associada à oportunidade e costumava ficar mais restrita ao ambiente de trabalho. No entanto, um caso perfeito para um homem não é apenas aquele em que se tem uma maravilhosa relação sexual, mas no qual também não há a possibilidade de ser pego, tem sigilo. No trabalho, é possível encontrar ótimo sexo, mas os outros podem saber disso”, disse Biderman sobre trair com o auxílio da internet.

Bem, como soubemos nos últimos dias, essa prática não é tão segura assim. De acordo com matéria do portal R7 que cita outro site, o Mashable, 33 milhões de usuários do Ashleymadison.com tiveram seus nomes, preferências sexuais, telefones e outros dados expostos após o ataque de hackers. Ontem (25/08)  o site brasileiro publicou que três pessoas teriam supostamente se suicidado por conta do vazamento de informações.

Verdade ou não, o fato é que muitas pessoas se utilizam da web para se conectar com outros parceiros com os quais farão sexo virtual, que pode ou não se tornar presencial. E no caso de a relação acontecer apenas via tela de computador, muitos nem mesmo verão nisso uma traição, já que não existe contato físico. Mas o tema infidelidade sempre causa polêmica talvez porque seja visto como a maior transgressão feita dentro de um casamento. E quando aliamos a traição à internet, aumentam as questões sobre o tema. Sexo virtual é sexo? Pode ser visto como infidelidade? Vale a pena utilizar a internet para ter prazer com outra pessoa e se sentir seguro de que ninguém saberá da história?

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Written by cleofrancisco

agosto 26, 2015 at 11:08 am

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Wedding Rings

(Foto: Kevin Tietz/Freerangestock.com)

 Por Cléo Francisco

A infidelidade incomoda a muitos e há milênios. Prova disso é o sétimo dos 10 mandamentos que deixa claro: “Não adulterarás”. Mais adiante na História, Jesus diria: “Ouvistes que foi dito: `Não adulterarás’. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela”. A natureza do amor pregado por Jesus era altruísta e esse sentimento deveria reger todos os sentimentos humanos, como pode ser lido em Mateus 22: 37-40. “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás a teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda lei e os profetas”.

Esse amor sublime e divino não deixa espaço para a sexualidade exercida com paixão nem mesmo entre os cônjuges. Os primeiros cristãos achavam inadmissível até mesmo que o marido amasse sua esposa como a uma amante. O sexo existia apenas para a reprodução e havia uma grande desconfiança de que esse prazer, ao ser desfrutado livremente, pudesse distanciar o homem de Deus. Na verdade, havia na Igreja dois grupos que discordavam quanto ao exercício da sexualidade: um defendia o casamento como algo positivo, espécie de remédio que conteria e livraria do pecado dos excessos da carne e, ainda, teria o propósito de reprodução. E outro, um tanto mais radical, defendia a castidade e ponto final.

Assim,  foi apenas no século XIII que o casamento foi sacramentado pela igreja. Antes disso, a cerimônia tinha um caráter privado entre os nobres e selava contratos e alianças entre as famílias. E nem todos casavam porque, em épocas de guerra e muitas doenças, era preciso ter uma espécie de reserva de solteiros para o caso de novo pacto político. Com a transformação do casamento em sacramento, os noivos começam a ter espaço para consentimento na união. Mas o matrimônio ganha a característica de ser indissolúvel. Ou seja: um parceiro apenas e para o resto da vida! Antes era mais fácil terminar um casamento caso os contratos não fossem respeitados ou por infertilidade, por exemplo. A mulher voltava para a família e o homem ficava livre para nova aliança.

E com a legitimação do sexo dentro do casamento, houve a necessidade de regulamentar como seriam essas relações entre as quatro paredes do quarto do casal, assunto do nosso próximo post. Mas já adianto que a monogamia era uma obrigação, sexo fora do casamento estava fora de cogitação. “Todas as relações não-conjugais, todos os atos não-procriativos pertenciam, assim, ao reino da luxúria, sendo, portanto, por princípio, ilícitos”, comenta Ronaldo Vainfas em Casamento, amor e desejo no ocidente cristão (Editora Ática).  Quando a igreja fechou a porta para a possibilidade de outros relacionamentos,  fixou-se o limite para a transgressão e abriu-se a janela para o erotismo. A possibilidade dessa infração à lei estabelecida pode funcionar como algo extremamente erótico para muitos e também ser incluído em motivação, ainda que inconsciente, para a traição masculina que conta já com incentivo e tolerância histórica. Ou, trocando em miúdos, muita gente começou a achar que, com tanta regra e repressão à sexualidade dentro do casamento,  só pulando a cerca para se divertir e ter prazer.

Em Erotismo, sexualidade, casamento e infidelidade (Editora Ágora), Ana Maria Fonseca Zampieri faz a diferenciação de duas realidades nos domínios da sexualidade: a social e a libidinal. “De um lado, temos o continente do amor socializado: a esfera das práticas sexuais enquadradas pelas instituições, em particular aquelas que cristalizam os dispositivos de aliança e parentesco, e reguladas pelas orientações normativas e/ou ideológicas que lhes são correlativas. Por outro lado, temos o continente, por vezes obscuro, por vezes periférico da sexualidade libidinal: dos prazeres da carne, das experiências eróticas e das paixões. Estas duas realidades são complementares: a regulação da sexualidade pelo casamento deixa uma porta aberta para o erotismo, que, por sua vez, só assume a dimensão de transgressão se for referido a uma sistema normativo que lhe defina as condições de possibilidade”.

P.S.: Quem está acompanhando essa série de posts já sabe que estou retomando um pouco das origens históricas do casamento antes de entrar na infidelidade masculina. Para os que não leram o primeiro post, basta clicar aqui para saber um pouquinho mais sobre o que os pesquisadores dizem sobre a sexualidade dos nossos antepassados peludos e como o amor e o afeto foram importantes para a evolução do homem e das sociedades. Se você já leu, então responda a enquete abaixo.

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Rose Vilela comanda o Prazer em Conhecer, que vai ao ar segunda-feira, às 21h, pela Clictv,

Há muitos meses não escrevo nesse espaço que foi muito decisivo para eu fazer algumas escolhas na minha vida profissional recentemente. Quero recomeçar e faço isso postando uma entrevista sobre minha carreira dada para Rose Vilela, que comanda o Prazer em Conhecer na Clictv. Nós falamos sobre vários assuntos: desde a curiosidade que a vida íntima dos famosos desperta nas pessoas comuns até a ditadura do orgasmo que se estabeleceu para a mulher a mulher moderna. Foi um papo bem gostoso. É só clicar nos links abaixo para assistir.

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Foto: Chance Agrella/ Freerangestock.com

Pesquisa feita pelo site The Ohhtel, direcionado para pessoas que querem ter um caso extraconjugal, descobriu que a maioria das cadastradas escolheu o dia 22 de dezembro para se encontrar com seus amantes. O dia 25 é reservado para celebração com maridos.

O levantamento foi feito com 7.364 mulheres. O total de 81% delas já tinha uma data definida para celebrar a data com o amante e 87% delas havia escolhido o dia 22. Mais: 15% planeja o encontro durante o horário de almoço enquanto 64% já se decidiram pela desculpa de ter uma reunião fora do trabalho para conseguir trair nesse dia. E 21% pretendem tirar o dia todo de folga para ficar com seus amados.

Ainda segundo a pesquisa, 92% delas vão dar presentes para o amante este ano e a opção número um é usar lingerie sexy para recebê-los no dia 22. Ao serem questionadas sobre que tipo de presentes os amantes costumam oferecer nesta época do ano, elas revelam que eles costumam dar joias, um dia no SPA ou a tradicional lingerie.

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Written by cleofrancisco

dezembro 13, 2011 at 5:47 pm

Quanto de Natalie Lamour há em você?

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Revi pelo youtube.com recentemente a cena de Insensato Coração, da Rede Globo em que Déborah Secco, interpretando Natalie Lamour, depois de se sentir traída e humilhada pelo marido Cortez (Hérson Capri), que atende ao pedido de Vitória (Nathália Timberg) de  não levar a alpinista social ao casamento da neta, vai para a cama com Wagner (Eduardo Galvão). Pura vingança da jovem de origem humilde que, após enfeitar a cabeça do empresário, deixa bem claro ao homem com o qual fez sexo que não sentiu prazer nenhum além do proporcionado pela ideia de que Cortez agora ostenta um belo par de chifres.

Pensei na hora em quantas mulheres já não se deixaram levar pelas emoções, tentaram atingir um homem e acabaram como as maiores vítimas de si mesmas. Natalie tinha tudo o que sempre quis. E também uma autoestima  abaixo do nível das camadas pré-sal.  Lembrei que naquele capítulo, depois de dormir com um homem pelo qual não sentia nada na tentativa de se vingar do marido, ela recorreu ao colo e à casa humilde da mãe, onde sentiu aconchego e o sabor de um prato de arroz doce.

Quando vi a cena pela primeira vez, fiquei com raiva da demonstração de burrice da loira. Depois, senti compaixão por essa  jovem que no final queria ser apenas amada e considerada. Aliás, o que todo mundo deseja. Só que a moça tinha talento inato para trocar os pés pelas mãos.  Talvez o problema maior de Natalie fosse a vaidade. Não confundir isso com autoestima.

Vaidade é quando olhamos para fora de nós, fazemos uma leitura do que achamos que é sucesso no mundo exterior e adotamos essas regras porque queremos o aplauso e aceitação dos outros. Autoestima é o oposto: focamos dentro, observando quem somos – incluindo aquilo que achamos que são pontos fracos e fortes –  e apostamos na nossa diferença para nos estabelecer no mundo. Tem a ver com conhecer-se, processo às vezes um tanto doloroso e que não termina nunca. É a autoestima que nos dá aquela sensação boa de estarmos inteiros e confortáveis dentro dos limites de nossa pele.

Ao assistir a cena, também pensei em algumas figuras públicas. Mulheres que aparentemente têm tudo o que as mortais comuns gostariam para si. Lembrei-me de casos famosos de belas e jovens modelos, atrizes e cantoras que também frequentaram as primeiras páginas porque roubaram algum objeto barato num shopping, ou foram flagradas pelos tabloides cheirando cocaína, ou então tiveram de se defender em um processo por bater em empregados, ou ainda preso por dirigirem bêbadas e drogadas…

Não que possuir beleza, fama ou juventude signifique, obrigatoriamente, que a pessoa que desfruta desses benefícios tenha problemas de comportamento ou transtornos.  Mas esses atributos tão cobiçados asseguram que a pessoa que é dona deles cultiva o amor por si? Pela minha observação, só quem se gosta pode sentir o mesmo pelos outros e estabelecer vínculos reais daquele afeto tão almejado. Uma coisa depende da outra. A gente não pode dar aquilo que não tem. Quem se gosta de verdade, preza sua saúde, bem-estar, a integridade física e emocional.

Mas concordo que é difícil manter a autoestima em nível saudável.  As revistas e propagandas pregam que a mulher realmente feliz é jovem, linda, magra, bem sucedida profissionalmente, ótima esposa, mãe espetacular. Ela está apta para redigir um relatório para o chefe, testar a receita de bolo de carne e ter orgasmos múltiplos com parceiro. Tudo isso ao mesmo tempo, claro.

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